Dia desses, a chuva de ouro floresceu e me alegrou, registrei com algumas fotos, afinal, só acontece uma vez por ano!
Mas hoje, ao me levantar, havia um caminho amarelo pelo chão da sala: as pequenas flores não resistiram ao vento que entrou pela janela na última madrugada. Recolhi uma por uma.
Depois, segui para um passeio. O dia estava agradável e fui agraciada por paisagens lindas, mas cadê aquela supermáquina fotográfica que eu tinha e agora não tenho mais? Senti falta dela. E também senti saudade de algumas pessoas que já estiveram comigo naquele lugar e de outras que eu gostaria que estivessem lá.
Retornei. Vim pensando que a plantinha dará mais flores no ano que vem, que as paisagens eu registrei nos lugares mais importantes: na alma e no coração, e que as pessoas das quais senti saudade estão em outros passeios, vendo outras paisagens, vivendo outras experiências tão lindas (ou pelo menos necessárias) quanto a minha. E esse pensamento fez com que eu me sentisse mais confortável e mais alegre também!
O que me fez recordar João Guimarães Rosa:
“Deus nos dá pessoas e coisas,
para aprendermos a alegria...
Depois, retoma coisas e pessoas
para ver se já somos capazes da alegria
sozinhos...
Essa... a alegria que Ele quer”.
para aprendermos a alegria...
Depois, retoma coisas e pessoas
para ver se já somos capazes da alegria
sozinhos...
Essa... a alegria que Ele quer”.
Elaine Rosário compreende o ciclo da Natureza, é desapegada das coisas materiais, compreende a fragilidade dos relacionamentos, faz o possível para sentir-se alegre quando está sozinha, mas ainda não sabe muito bem como ensinar isso para suas filhas.

2 comentários:
Feliz demais com a notícia. Sua escrita é aconchegante demais! Bjkas Mari
Muito bom....bjs
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